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3 perguntas para pegar empréstimos de forma consciente

Atualizado: Jun 16

Imagine que você vai a uma loja sabendo exatamente o que quer: um tênis, por exemplo. Mas, ao se deparar com a variedade de marcas, modelos, cores, materiais e preços, se sente perdido e precisa de uma ajudinha para escolher o produto mais adequado para você. Já passou por isso?

Quando se precisa de um empréstimo é comum passar pelo mesmo problema. São tantas modalidades oferecidas por tantas empresas, com diferenças importantes de custos e vantagens que, sem um pouco de pesquisa, pode ser difícil tomar a melhor decisão. Por isso, organizamos neste texto o que você precisa ter em mente antes de contrair uma dívida.

Os fatores que você precisa observar se encaixam em três categorias:

- Finalidade: vale a pena se endividar agora?

- Adequação: qual o melhor produto de crédito para essa finalidade?

- Quantidade: de quanto preciso para alcançar meu objetivo?

Vamos ver uma por uma?

FINALIDADE: vale a pena se endividar agora?

Neste ponto refletimos sobre o motivo do empréstimo. A primeira coisa é entender se ele é de fato um objetivo relevante, algo que valha os custos e riscos de uma dívida. Algumas perguntas para te ajudar na hora de pensar nisso:

- O objetivo é realmente importante para sua vida? Se você precisa do dinheiro para honrar gastos essenciais, como alimentação, aluguel e transporte para o trabalho, já podemos concluir que o objetivo é importante.

Outro caso positivo é quando você vai investir os recursos em algo que traga retornos. Os retornos podem ser em futuras receitas, como por exemplo pagar uma capacitação para aumentar ou diversificar seus ganhos; ou o investimento que algo que resultará em redução de custos, diminuindo ou zerando alguma obrigação financeira como aluguel.

- Se há um retorno financeiro, como pretendo obtê-lo e em quanto tempo? Se você quer dinheiro para comprar um curso, por exemplo, poderá aproveitar a nova capacitação imediatamente? Se for para entrar em um mercado muito competitivo, com ganhos pequenos ou poucos clientes, pode ser que leve tempo para compensar o investimento e neste caso, é importante avaliar a viabilidade.

- A dívida está sendo feita por impulso? Mesmo que você precise dos recursos para uma causa perfeitamente válida, analise se fazer uma dívida é a melhor forma de alcançar seu objetivo.

Você tem algum dinheiro a receber em breve? Pode pedir um adiantamento? Tem a possibilidade de vender algum ativo ou juntar pelo menos uma parte do que precisa? Se a resposta para alguma dessas perguntas for sim, você pode ter uma boa alternativa ao endividamento.

ADEQUAÇÃO: qual o melhor produto de crédito para essa finalidade?

Depois de concluir que realmente precisa de crédito, é hora de entender qual é a modalidade mais apropriada.

Quando a finalidade é bancar gastos essenciais (saúde, alimentação, moradia), vale primeiro checar se não conseguiria uma ajuda com familiares próximos para pagar ao longo do tempo. Mesmo que essa alternativa possa ser desconfortável para você, provavelmente é mais barata e segura do que contrair dívida com uma instituição.

Se isso não for possível e realmente tiver que acionar o sistema financeiro, há algumas opções:

- Crédito consignado.

- Crédito pessoal.

- Cartão de crédito.

- Cheque especial.

Dentre essas alternativas, o crédito consignado normalmente tem os juros mais baixos. Essa modalidade é uma opção para servidores públicos e funcionários de empresas que tenham um convênio de crédito consignado privado.

Se essa não é uma alternativa para você, o jeito é conseguir um crédito pessoal. Mas nunca - de novo, nunca - recorra ao rotativo do cartão de crédito ou ao cheque especial, pois essas são as linhas de crédito mais caras. Para você ter uma ideia, uma dívida de R$1.000 no cartão de crédito se transforma em mais de R$ 4.000 depois de um ano (e isso contando que você não pegue as taxas mais altas para essa modalidade).

Dependendo da finalidade, você ainda pode recorrer a linhas de crédito específicas, como financiamento ou crediário. O mais importante é conhecer as alternativas disponíveis e encontrar a mais adequada ao menor custo possível.

No que se refere ao custo, lembre-se que a taxa de juros não é tudo. Dependendo da instituição e da linha de crédito, pode haver diversas outras tarifas que encarecem o empréstimo. Para comparar os custos de diferentes produtos, considere sempre o Custo Efetivo Total, que é a soma de juros, taxas e encargos cobrados (para entender tudo sobre o CET, acesse nosso post sobre o assunto).

QUANTIDADE: de quanto preciso para alcançar meu objetivo?

Por fim, atente à quantidade de crédito que você pretende contrair. Afinal, de que adianta ter uma dívida barata se você for pagar juros sobre uma quantia que nem precisava? Ou pior, se o valor das parcelas não cabe no seu bolso?

Aqui, o mais importante é pegar apenas o que você realmente precisa e garantir que as parcelas não vão comprometer parte relevante da sua renda.

No caso do crédito consignado, a lei já limita os valores: no caso do consignado privado, não se pode comprometer mais do que 30% da renda com o pagamento das parcelas. Em outras palavras, um colaborador de uma empresa privada com salário de R$1.000 não pode contrair crédito consignado com parcela superior a R$300.

Mesmo que a modalidade de empréstimo que você for contrair não tenha um limite determinado por lei, é bom estabelecer um limite: recomendamos não comprometer mais do que 20% da sua renda com parcelas, tendo 30% como o limite para casos extremos.

Conclusão

Agora você já sabe o que precisa considerar antes de tomar um empréstimo: se realmente precisa de crédito, qual tipo de dívida é mais apropriada para o seu caso e quanto pegar emprestado. Lembre-se de manter uma reserva financeira para evitar novos endividamentos e de controlar o valor das parcelas para não comprometer uma parte importante da renda.

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