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Jogo do Orçamento: como fazer um planejamento que funciona?

Aprenda como fazer seu orçamento mensal de uma forma mais divertida.



Imagina que sua vida financeira fosse um jogo: qual seria o objetivo desse jogo?


Sem dúvida, o principal objetivo é terminar sempre no positivo, pagando todas as contas e ainda conseguindo juntar todo mês.


Mas qual a melhor forma de chegar lá?

  1. Deixando a vida te levar;

  2. Se preocupando no fim do mês, quando a conta já está quase zerada;

  3. Se planejando logo no início do mês;

Se você pensou na terceira opção, está no caminho certo: se planejar no início do mês, ou seja, fazer o seu orçamento.


E é sobre ele que a gente vai falar hoje, te dando um passo a passo para fazer um orçamento mensal eficiente e disponibilizando uma ferramenta gratuita e um mini-curso para você acompanhar as suas finanças todo mês.


Mas, antes disso tudo, vamos entender o que é orçamento e por que você deveria se importar com ele.


O orçamento é o planejamento das suas entradas e saídas para um determinado mês. Tendo esse planejamento, a gente sabe identificar os melhores momentos para assumir gastos, reduzir despesas, buscar fontes de renda alternativas, etc.


Ou seja, o jogo das finanças sem orçamento é como futebol de olhos vendados: se você não sabe o que está acontecendo no jogo, fica difícil decidir o que fazer a seguir.

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Agora que você já sabe o que é orçamento e qual a importância, vamos ao passo a passo!


1. Organizar a sua renda


Comece anotando quanto ganha no mês. Essa é a base do seu planejamento, é como se fosse a sua vida no jogo das finanças. Quanto mais renda você tiver, mais longe você consegue chegar.

Lembre-se de 2 coisas no momento de pensar nos seus ganhos:

  1. Separe sua renda fixa e previsível (como seu salário) daquelas que você não sabe ao certo quando irão ocorrer (como uma possível renda extra com a venda de um apartamento).

  2. Lembre-se de considerar sempre a renda líquida, já deduzindo os impostos e sua contribuição para o INSS. É muito comum as pessoas pensarem em sua renda bruta, sem fazer esses descontos, mas não é esse o valor que de fato vai pro seu bolso, certo? (por esse motivo sua barra de vida já começa um pouco reduzida )

Após anotar sua renda líquida, passamos para as próximas fases do jogo: o planejamento dos gastos.


2. Gastos essenciais


Agora é hora de anotar os gastos essenciais, ou seja, aqueles que sempre são necessários para o seu sustento. Alguns exemplos são:

  1. Moradia (aluguel ou prestação do imóvel, mais as contas do mês como luz, gás e condomínio)

  2. Alimentação

  3. Transporte

  4. Saúde


Após anotar esses gastos, olha quanto sobrou da sua renda: está bem vivo ainda? Então bora seguir!

3. Gastos importantes


Agora vem as despesas importantes, que não são essenciais, mas, como o próprio nome já diz, são relevantes para sua vida. As principais costumam ser:

  1. Internet, telefonia e TV

  2. Dívidas a pagar

  3. Impostos

  4. Gastos com automóvel

  5. Educação

Após anotar essas despesas, faça o mesmo exercício: veja o quanto sobrou da sua renda após essas 2 categorias. É assim que vamos jogando, a renda tem que conseguir se manter para continuarmos vivos!

E deixa eu te perguntar: Você sabe qual a próxima fase após os gastos importantes?


Muita gente diria: “Ah Amanda, agora vêm as despesas menos importantes, despesas com estilo de vida e tal, né?”


MAS NÃO, MEUS AMIGOS E AMIGAS!


Tem uma categoria super importante que vem antes disso... Veja na parte 2 do nosso vídeo. 😉


4. Aplicações


Antes de terminar o planejamento das suas despesas, você precisa pensar em quanto quer dedicar aos seus objetivos e reservas financeiras naquele mês.


Colocando suas aplicações antes mesmo das suas despesas com estilo de vida, você troca a mentalidade de “vou ver quanto dinheiro sobra para meu futuro” para “vou ver quanto sobra para minhas despesas menos importantes”. Aqui, você anota tudo o que vai poupar para:

  1. Objetivos, como viagens, cursos e eventos;

  2. Aposentadoria;

  3. Reserva de emergência, que é justamente aquele “pé de meia” para imprevistos.

O ideal é dedicar no mínimo 15% da sua renda para suas aplicações, mas se não der, poupe o máximo que conseguir. A principal lição aqui é: planeje sua poupança e objetivos antes mesmo de planejar todos os seus gastos.


E por fim, a fase final do jogo!

5. Gastos com estilo de vida


Agora sim, você entra naquelas despesas que, apesar de serem importantes para sua qualidade de vida, não são essenciais para seu sustento. Em casos de necessidade, são as primeiras que você consegue reduzir.


Aqui entram despesas como:

  • Transporte privado, como uber e táxi;

  • Lazer, como comemorações e saídas;

  • Tarifas bancárias; e

  • Despesas pessoais (como assinaturas, salão de beleza, etc);

O mais importante é ter uma meta clara: se você está disposto a gastar R$ 400 por mês com estilo de vida, saiba que aquela cervejinha depois do trabalho vai te custar uma outra saída no sábado, por exemplo; ou que aquele rodízio de pizza no final do mês só vai acontecer se você conseguir dar uma segurada em outras áreas ao longo do mês.


E lembre-se que ter uma meta de gasto não significa uma proibição para o que você mais gosta. Pelo contrário, significa ter uma licença para gastar com tranquilidade - desde que dentro do planejado. 😁

Conclusão


E, com isso, chegamos ao final do jogo!


Conseguiu fechar a conta dedicando uma parte do seu orçamento para suas aplicações? Então, você é o grande vencedor!


E por fim, vale destacar, é sempre importante você fazer mês a mês uma revisão e a adaptação do seu planejamento. Afinal, nossa vida financeira muda toda hora, não é? O que importa é a gente se adaptar prezando pela saúde financeira.


Gostou do passo a passo e quer fazer seu orçamento? Não deixe de usar nossa planilha e ver nosso mini-curso para se organizar!








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